Por Dagmar Blota

Se você rasgar um livro ou um jornal estará mudando a história do que lá vai escrito???

Sinto-me profundamente triste de saber que o Jornal Correio D´oeste foi rasgado e amassado na frente do escritor do editorial da última edição,  que trazia críticas à atuação do prefeito municipal.

O autor da façanha atende pela alcunha de Pino, um objeto que tenho na perna por necessidade, em razão de um acidente.  O tal Pino, que não é o da minha perna, desrespeitou mais de cem anos de história, desrespeitou a família Blota, que tanto contribuiu para o periódico (daí,também, minha indignação) e desrespeitou o Sr. Alício, além do próprio povo que lê e confia no Correio D´oeste, só porque não concordou com o conteúdo do jornal. Mas não conseguiu mudar a história tampouco seu conteúdo.

A Alemanha nazista, podem pesquisar, queimava livros em 1933… e deu no que deu.

Não que a manifestação de boçalidade possa ser comparada às atrocidades da segunda guerra mundial, mas é o início de tudo…

Vladmir Maiakovski, que morreu em 1930, sintetizou a barbaridade num poema:

 

“Na primeira noite, eles se aproximam

e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores,

 matam nosso cão.

 E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa,

 rouba-nos a luz,  e, conhecendo nosso medo,

                 arranca-nos a voz da garganta.

     Só para constar: ninguém vai arrancar a voz de nossa garganta!