Por Dagmar Blota

 

Flagrante – ser apanhado assim pode ser a maior de todas as provas. Vem do Latim flagrans, “o que queima, ardente”, do verbo flagrare, “queimar”, da raiz Indo-Européia bhleg-, “queimar”.

Passou a ser usado a partir de 1706 com o sentido atual a partir da expressão jurídica in flagrante delicto, “com o crime ainda ardendo, ainda quente, recém terminado”.

Na última terça-feira (13/12) o vereador eleito Galego Mascaro teve sua moto furtada defronte seu escritório. A polícia militar agiu rapidamente e encontrou o autor do furto em posse da moto. Trata-se de Wiliam Gustavo Bertolini dos Santos, que participou do homicídio de nosso amigo Claudio Bodas, todos se lembram.

Absurdamente nosso delegado de polícia não formalizou o flagrante, e por volta das 22:00 o Sr. Willian já estava solto.

A vítima, por outro lado, foi obrigada a ficar até a madrugada na delegacia para terminar de prestar seu depoimento.

O delegado entendeu que não existiu o flagrante, porque Willian não foi pego com a “boca na botija”, com a “mão na massa”, apesar de a polícia militar surpreendê-lo com a moto já lixada…

Vamos dar uma aula rápida ao delegado, no estilo Dagmar:

Existem três tipos de flagrante: a) flagrante próprio (com a mão na massa, delegado); b) flagrante impróprio (após perseguição, delegado); c) flagrante presumido (sem perseguição, com elementos de prova que indiquem o autor do crime, delegado).

O que ocorreu no caso foi o flagrante presumido, Dr. delegado, uma vez que, pouco tempo depois do furto, o autor do crime foi surpreendido com evidências óbvias, devidamente comprovadas, da prática criminosa.

Chega! Tá explicado. Se o leitor comum entendeu o Sr. também entendeu, não Doutor? E sua justificativa para não fazer o flagrante foi pífia.

A polícia militar agiu bem. O delegado agiu mal.

Ilustrando:

Flagrante próprio (o crime em chamas, ardendo):

Flagrante Impróprio (suspeito em fuga):

Flagrante presumido (suspeito surpreendido com o objeto do crime):